VIVERGRASS · MANEJO DE PASTAGENS

Calculadora de Taxa de Lotação Animal

Veja a taxa de lotação atual da área utilizada pela atividade, expressa em Unidade Animal por hectare (UA/ha).

1. Dados do rebanho

Qual área informar? Considere toda a área efetivamente utilizada para sustentar essa atividade pecuária — não apenas a soma dos piquetes. Inclua a área de pastagem utilizada pelo rebanho no sistema avaliado.

Taxa de lotação atual da sua área

Este resultado é uma estimativa. A taxa de lotação mostra a relação entre a carga animal informada e a área utilizada. Ela não determina, sozinha, a capacidade de suporte da pastagem nem permite concluir se há super-pastejo ou sub-pastejo, pois isso depende da disponibilidade de forragem, época do ano, fertilidade, manejo e outras condições do sistema.

Como o cálculo funciona

A calculadora converte cada categoria do rebanho em Unidade Animal (UA), soma a carga animal equivalente e divide esse total pela área informada em hectares.

Taxa de lotação = total de UA ÷ área total utilizada (ha).

Para esta estimativa, a referência utilizada é 1 UA = 450 kg de peso vivo, com equivalências por categoria indicadas nos campos acima.

Como Funciona?

1

Insira a quantidade de animais que está utilizando em uma determinada área

2

Forneça o tamanho da área utilizada em hectare

3

Saiba a taxa de lotação atual da área em UA/ha

A taxa de lotação de uma pastagem é determinada como o número de animais por unidade de área durante um período de tempo. Esse índice auxilia na definição do manejo e no estabelecimento da demanda por alimentos.

O numero de animais por hectare que pode ser suportado por uma pastagem pelo tempo indica o quanto uma pastagem é produtiva.

É muito comum observarmos cenários em que a taxa de lotação está acima ou abaixo da capacidade de suporte da pastagem, o que pode resultar em problemas de sub-pastejo ou super pastejo.

Quando se refere à pressão ou intensidade de pastejo, 3 situações merecem ser esclarecidas, a saber:

  • Super-pastejo
  • Pastejo Ótimo
  • Sub-pastejo

Super-pastejo

Seria o excesso de animais em relação a disponibilidade de forragem. Alguns animais ficam prejudicados, a produção é irregular, compromete a produção animal e desgasta a pastagem. Em um superpastejo a produção por ha (leite e carne) aumenta até certo ponto, pelo aumento do número de animais; porém a produção por animal tende a cair pela falta ou baixa qualidade da forragem. Ocorre a invasão por ervas daninhas, ocasiona um definhamento da espécie forrageira por não conseguir armazenar reservas orgânicas e aumenta a possibilidade de erosão.

Pastejo Ótimo

Ocorre equilibrio entre a produção de forragem e o número de animais em uma determinada área. Compreende o ponto adequado de utilização das pastagens, permitindo uma produção animal sem prejudicar as plantas e o solo. A carga animal adequada não só é importante para a conservação da fertilidade do solo, como também para manter o equilíbrio entre as espécies que integram a pastagem. Em pastejo ótimo, a produção animal pode não ser máxima, porque eles não têm sobra de forragem que lhes proporcione melhor seleção como no sub-pastejo, porém, a produção por ha é máxima.

Sub-pastejo

Poucos animais em relação à disponibilidade de forragem. Neste ocorre perda de forragem e, a produção por animal torna-se máxima, em função da oportunidade de seleção de alimentos, mas a produção por área é baixa, pelo pequeno número de animais na pastagem. O animal neste caso tem condições de atingir o seu máximo potencial genético da produção, porém, a produção por ha torna-se anti-econômica, visto que implica em perdas de forragem, e forçaria a adoção da queima para eliminar a macega deixada pelos animais.

O ajuste da carga animal – taxa de lotação – a ser trabalhada é uma importante ferramenta para o manejo da pastagem. Quando pensamos nesse fato, devemos ter em mente que estamos buscando potencializar a produtividade de cada animal, explorando também o máximo ganho por área (faixa ótima de pastejo).

Um ponto importante que deve ser levado em consideração é o ajuste no pastejo dos animais, de modo a garantir um número mínimo de folhas residuais para que a planta consiga se reestabelecer. Nesse caso, a planta precisa ter uma quantidade de folhas para captar luz e realizar fotossíntese – processo dependente da luz – para produzir energia e crescer. Assim, para garantir a persistência da pastagem é preciso entender a fisiologia da planta, respeitando seu limite para que a rebrota não seja comprometida.

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