BRS Kurumi em desenvolvimento vegetativo

PENNISETUM PURPUREUM SCHUM.

BRS Kurumi

Cultivar brasileira de capim-elefante de porte baixo, elevada proporção de folhas e estrutura voltada ao pastejo.

VISÃO GERAL

Capim-elefante de porte baixo para pastejo intensivo

A BRS Kurumi foi desenvolvida pelo programa de melhoramento genético de capim-elefante da Embrapa para utilização sob pastejo.

O porte baixo, a elevada proporção de folhas, os internódios curtos e o perfilhamento vigoroso favorecem a estrutura do pasto e o consumo de forragem pelos animais.

BRS Kurumi em desenvolvimento vegetativo
BRS Kurumi · Pennisetum purpureum Schum.

IDENTIDADE DA VARIEDADE

BRS Kurumi

Cultivar brasileira originada do cruzamento entre Merkeron de Pinda (BAGCE 19) e Roxo (BAGCE 57), seguida da seleção e clonagem de uma planta de porte baixo.

Nome científico
Pennisetum purpureum Schum.
Ciclo vegetativo
Perene
Forma de crescimento
Touceira semiaberta
Utilização principal
Pastejo direto rotacionado

INFORMAÇÕES SOBRE A VARIEDADE

Ficha técnica da BRS Kurumi

Informação agronômica histórica organizada para consulta, com números dependentes das condições de solo, clima e manejo.

01

Dados técnicos

Nome científico
Pennisetum purpureum Schum.
Cultivar
BRS Kurumi — Merkeron de Pinda × Roxo
Fertilidade do solo
Alta
Forma de crescimento
Semiaberta
Altura
0,7 a 0,8 m
Utilização
Pastejo direto
Digestibilidade histórica
68 a 70%
Palatabilidade
Boa
Precipitação de referência
Acima de 800 mm/ano
Tolerância à seca
Boa
Tolerância ao frio
Boa
Proteína de referência
18 a 20% na MS
Profundidade de plantio
15 a 20 cm
Ciclo vegetativo
Perene
Produção histórica informada
Cerca de 30 ton MS/ha/ano
Cigarrinha das pastagens
Suscetível
Origem
Brasil — Embrapa
02

Indicadores nutricionais

Composição da forragem aos 30 dias, com base na matéria seca.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS

Proteína e digestibilidade

Proteína bruta: 18 a 20% · Digestibilidade in vitro: 68 a 70%. Os demais componentes da composição bromatológica permanecem em validação e nenhum valor ausente será tratado como zero.

MS Matéria Seca · PB Proteína Bruta · FDN Fibra em Detergente Neutro · LIG Lignina · NDT Nutrientes Digestíveis Totais.

PRODUÇÃO DE FORRAGEM

Desempenho anual de matéria seca

≈30ton MS/ha/ano
potencial histórico
—matéria verde
em validação

O valor anual de matéria seca é o informado na ficha histórica da Viver Grass. Resultados variam conforme fertilidade, solo, temperatura, disponibilidade de água e manejo; a aquisição da variedade não garante desempenho fixo.

INDICAÇÕES DE USO

Onde a BRS Kurumi se posiciona

Cultivar de elevada exigência em fertilidade, orientada principalmente ao pastejo rotacionado.

01

Condições ideais

  • Alta fertilidade
  • Solo profundo e bem drenado
  • Temperaturas elevadas
02

Animais

  • Bovinos de leite
  • Bovinos de corte
  • Caprinos e ovinos
03

Utilização

  • Pastejo rotacionado
  • Forragem verde picada
  • Silagem com ajuste de matéria seca

INSTRUÇÕES GERAIS

A implantação começa antes de a muda chegar

  1. 01
    Diagnóstico da área

    Avalie profundidade, drenagem, histórico e presença de braquiárias antes da implantação.

  2. 02
    Análise e correção do solo

    Planeje pH, saturação por bases e adubação a partir de análise de solo.

  3. 03
    Organização do plantio

    Defina espaçamento, material propagativo, equipe, água e logística antes da entrega.

  4. 04
    Acompanhamento inicial

    Monitore pegamento, umidade, perfilhamento e competição com plantas indesejáveis.

ESTABELECIMENTO E MANEJO

Estrutura do pasto construída ciclo após ciclo

O potencial da Kurumi depende do equilíbrio entre fertilidade, disponibilidade hídrica e alturas corretas de entrada e saída.

01

Solo e drenagem

Priorize solos profundos, férteis e bem drenados.

02

Controle de competidoras

Braquiárias podem comprometer o estabelecimento e a persistência do pasto.

03

Fertilidade

Reposição de nutrientes deve acompanhar análise de solo e intensidade de uso.

04

Alturas de manejo

A referência histórica indica entrada entre 75–80 cm e saída entre 35–40 cm.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre a BRS Kurumi

Qual é a principal utilização da BRS Kurumi?

A utilização preferencial é o pastejo em lotação rotacionada. Também pode ser fornecida verde picada e utilizada para silagem, desde que o elevado teor de umidade seja tecnicamente manejado.

Como a BRS Kurumi é propagada?

Por material vegetativo, utilizando mudas ou segmentos de colmo; não por sementes. Mudas enraizadas já chegam ao campo com sistema radicular desenvolvido e podem acelerar o estabelecimento.

Quais são as alturas de entrada e saída?

A referência histórica recomenda entrada dos animais com aproximadamente 80 cm e retirada entre 30 e 40 cm. A estrutura real do dossel deve prevalecer sobre uma regra automática.

Qual é o potencial produtivo e nutricional?

As referências históricas indicam cerca de 30 ton de matéria seca por hectare por ano, proteína bruta entre 18 e 20% e digestibilidade entre 68 e 70%. Esses números variam conforme solo, clima, água, idade da planta, adubação e manejo.

A BRS Kurumi é resistente às cigarrinhas-das-pastagens?

Não. A cultivar é suscetível. Áreas com histórico de alta infestação exigem avaliação prévia, monitoramento e estratégia de controle tecnicamente orientada.

A BRS Kurumi é recomendada para feno?

O material técnico consultado não recomenda a fenação devido às dificuldades de recolhimento e enfardamento. A ensilagem é possível com cuidados para elevar a matéria seca da massa.

Pode ser indicada para equinos?

Embora existam relatos de aceitação, o material histórico não recomenda a cultivar para equinos até que existam estudos conclusivos. Por isso, a Viver Grass não apresenta essa utilização como indicação técnica consolidada.

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Informações que ajudam no atendimento
  • Município e estado da propriedade
  • Área aproximada de implantação
  • Objetivo de utilização da forragem
  • Período previsto para o plantio